Hífen em (Boa vontade, Água de coco e Camisa de foça)
Olá.
1- Qual a forma correta de escrever: (boa vontade ou boa-vontade), POR QUÊ? Existe uma regra para seguir?
2-Por favor observe as regras abaixo:
• Deve-se usar o hífen em palavras compostas, ligadas pela preposição "de": água-de-colônia, água-de-coco, cor-de-rosa...;
• Não se usa mais o hífen em locuções substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuntivas: (café com leite, fim de semana, camisa de força);
As duas palavras grifadas são (substantivos ligados pela preposição "de"), no entanto, em uma se aplica o uso do hífen e na outra não, por quê? Qual regra esclarece esta dúvida?
Fico no aguardo.
Obrigado e que Deus nos abençoe.
1- Qual a forma correta de escrever: (boa vontade ou boa-vontade), POR QUÊ? Existe uma regra para seguir?
2-Por favor observe as regras abaixo:
• Deve-se usar o hífen em palavras compostas, ligadas pela preposição "de": água-de-colônia, água-de-coco, cor-de-rosa...;
• Não se usa mais o hífen em locuções substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuntivas: (café com leite, fim de semana, camisa de força);
As duas palavras grifadas são (substantivos ligados pela preposição "de"), no entanto, em uma se aplica o uso do hífen e na outra não, por quê? Qual regra esclarece esta dúvida?
Fico no aguardo.
Obrigado e que Deus nos abençoe.
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Olá,
A regra do hífen é uma das que mais causam confusões, e por isso seria interessante analisarmos cada palavra, mediante ao Acordo Ortográfico de 1990, que está oficialmente em vigor no Brasil desde 1º de janeiro de 2019.
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1) Boa vontade
Essa palavra não é escrita com hífen. Na verdade, ela nunca foi escrita oficialmente com hífen. A expressão é grafada separadamente: boa vontade. O mesmo vale para "má vontade". O que costuma causar confusão é o fato de o hífen ser obrigatório para outras palavras semelhantes que começam com "bem", como bem-estar ou bem-humorado. O hífen não é utilizado nesse caso porque se trata de uma locução substantiva e não de um substantivo composto. No entanto, é comum vermos o hífen ser empregado por alguns autores e jornalistas quando a expressão tem sentido figurado ou ao formar compostos com advérbios (ex.: muita boa-vontade), embora a grafia sem hífen seja a recomendação padrão.
Ex. 1: Ele aceitou o trabalho por boa vontade.
Ex. 2: Ela tem muita boa vontade em ajudar os colegas.
O hífen só é empregado na expressão à-vontade quando esta se refere a um substantivo masculino, cujo significado é desinibição ou descontração. Essa expressão leva crase e hífen. Ex.: Achei contagiante o à-vontade com que eles dançavam.
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2) Água de coco e camisa de força
Antes do Acordo Ortográfico entrar em vigor, essas palavra eram escritas com hífen. Pela regra ortográfica atual, locuções (combinações de duas ou mais palavras) que contêm preposições, como de, não devem ser hifenizadas. Portanto, água de coco e camisa de força não devem ser mais hifenizadas. Outros exemplos: café com leite, cor de rosa e dia a dia.
A exceção fica apenas para termos consagrados por usos específicos.
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Aproveito para fazer mais uma observação. Ela servirá também para os outros usuários deste fórum, que desejam aprimorar seus conhecimentos em língua portuguesa.
As regras e exceções oficiais encontram-se no Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), na Base XV (Do hífen em compostos, locuções e encadeamentos vocabulares), e a regra de que não se usa hífen em locuções está no Parágrafo 2º da Base XV. Para consulta, você pode acessar o Decreto nº 6583 do site do Governo Brasileiro.
As diretrizes oficiais do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa são normatizadas pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Academia Brasileira de Letras (ABL). O principal objetivo da unificação, instituída no Brasil pelo Decreto Federal nº 6.583 / 2008, é padronizar a escrita nos países lusófonos, facilitando o intercâmbio cultural e científico.
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Esperamos ter ajudado um pouco com seus estudos.
Até a próxima!
At.te Ricardo.
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REFERÊNCIAS
(1) SILVA, Maurício. O novo acordo ortográfico da língua portuguesa: o que muda, o que não muda. 2ª ed. Editora Contexto, 2008.
(2) DE SOUZA, Jean Paulino. O novo acordo ortográfico: guia para concursos. ASIN: B0DVTBXDBM. 2025.
A regra do hífen é uma das que mais causam confusões, e por isso seria interessante analisarmos cada palavra, mediante ao Acordo Ortográfico de 1990, que está oficialmente em vigor no Brasil desde 1º de janeiro de 2019.
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1) Boa vontade
Essa palavra não é escrita com hífen. Na verdade, ela nunca foi escrita oficialmente com hífen. A expressão é grafada separadamente: boa vontade. O mesmo vale para "má vontade". O que costuma causar confusão é o fato de o hífen ser obrigatório para outras palavras semelhantes que começam com "bem", como bem-estar ou bem-humorado. O hífen não é utilizado nesse caso porque se trata de uma locução substantiva e não de um substantivo composto. No entanto, é comum vermos o hífen ser empregado por alguns autores e jornalistas quando a expressão tem sentido figurado ou ao formar compostos com advérbios (ex.: muita boa-vontade), embora a grafia sem hífen seja a recomendação padrão.
Ex. 1: Ele aceitou o trabalho por boa vontade.
Ex. 2: Ela tem muita boa vontade em ajudar os colegas.
O hífen só é empregado na expressão à-vontade quando esta se refere a um substantivo masculino, cujo significado é desinibição ou descontração. Essa expressão leva crase e hífen. Ex.: Achei contagiante o à-vontade com que eles dançavam.
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2) Água de coco e camisa de força
Antes do Acordo Ortográfico entrar em vigor, essas palavra eram escritas com hífen. Pela regra ortográfica atual, locuções (combinações de duas ou mais palavras) que contêm preposições, como de, não devem ser hifenizadas. Portanto, água de coco e camisa de força não devem ser mais hifenizadas. Outros exemplos: café com leite, cor de rosa e dia a dia.
A exceção fica apenas para termos consagrados por usos específicos.
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Aproveito para fazer mais uma observação. Ela servirá também para os outros usuários deste fórum, que desejam aprimorar seus conhecimentos em língua portuguesa.
As regras e exceções oficiais encontram-se no Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), na Base XV (Do hífen em compostos, locuções e encadeamentos vocabulares), e a regra de que não se usa hífen em locuções está no Parágrafo 2º da Base XV. Para consulta, você pode acessar o Decreto nº 6583 do site do Governo Brasileiro.
As diretrizes oficiais do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa são normatizadas pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Academia Brasileira de Letras (ABL). O principal objetivo da unificação, instituída no Brasil pelo Decreto Federal nº 6.583 / 2008, é padronizar a escrita nos países lusófonos, facilitando o intercâmbio cultural e científico.
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Esperamos ter ajudado um pouco com seus estudos.
Até a próxima!
At.te Ricardo.
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REFERÊNCIAS
(1) SILVA, Maurício. O novo acordo ortográfico da língua portuguesa: o que muda, o que não muda. 2ª ed. Editora Contexto, 2008.
(2) DE SOUZA, Jean Paulino. O novo acordo ortográfico: guia para concursos. ASIN: B0DVTBXDBM. 2025.
Olá novamente,
Em relação à expressão à vontade, gostaria de recomendar a seguinte leitura: a vontade ou à-vontade.
O uso de hífen em à-vontade serve justamente para fazer distinção de duas classes gramaticais.
Contudo, o hífen na palavra à-vontade existe no Vocabulário Ortográfico (VOLP), mas estritamente quando a palavra é um substantivo masculino que significa desinibição, conforto ou desenvoltura. Ex: "Ele tem um grande à-vontade com as pessoas".
A expressão "à vontade" (sem hífen) é a forma correta e amplamente dicionarizada no Brasil hoje, enquanto o à-vontade (com hífen) passou por uma mudança importante. Acontece que a expressão sem hífen é uma locução adverbial ou adjetiva usada para indicar conforto ou ausência de cerimônia. Embora ambas, obrigatoriamente, levem a crase, o uso é parecido (no sentido de designar o conforto), e por isso ficamos confusos.
Como o VOLP é apenas um vocabulário ortográfico (um guia de como escrever as palavras), ele lista todas as formas, mas o seu uso em frases exige o critério acima. Os dicionários brasileiros já registraram a mudança para a expressão sem hífen (à vontade) perfeitamente em seus verbetes.
Essa era uma confusão comum. Atualmente, o hífen tornou-se incorreto na expressão mencionada após o Acordo Ortográfico de 1990, vigente no Brasil e outros países lusófonos desde 1º de janeiro de 2009. Com hífen, a palavra passou a ser usada apenas como um substantivo masculino (ex: ele tem um ótimo à-vontade).
Como esse tratado foi assinado e ratificado por todos os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) — incluindo Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Brasil —, a unificação ortográfica vigora para todos.
Portanto, eu gostaria de reforçar que o uso do hífen - atualmente - é reservado exclusivamente para quando a palavra atua como um substantivo (sinônimo de desinibição ou naturalidade), tal como ocorre na frase: "Ele tem muito à-vontade para falar em público".
Bons estudos!
Em relação à expressão à vontade, gostaria de recomendar a seguinte leitura: a vontade ou à-vontade.
O uso de hífen em à-vontade serve justamente para fazer distinção de duas classes gramaticais.
Contudo, o hífen na palavra à-vontade existe no Vocabulário Ortográfico (VOLP), mas estritamente quando a palavra é um substantivo masculino que significa desinibição, conforto ou desenvoltura. Ex: "Ele tem um grande à-vontade com as pessoas".
A expressão "à vontade" (sem hífen) é a forma correta e amplamente dicionarizada no Brasil hoje, enquanto o à-vontade (com hífen) passou por uma mudança importante. Acontece que a expressão sem hífen é uma locução adverbial ou adjetiva usada para indicar conforto ou ausência de cerimônia. Embora ambas, obrigatoriamente, levem a crase, o uso é parecido (no sentido de designar o conforto), e por isso ficamos confusos.
Como o VOLP é apenas um vocabulário ortográfico (um guia de como escrever as palavras), ele lista todas as formas, mas o seu uso em frases exige o critério acima. Os dicionários brasileiros já registraram a mudança para a expressão sem hífen (à vontade) perfeitamente em seus verbetes.
Essa era uma confusão comum. Atualmente, o hífen tornou-se incorreto na expressão mencionada após o Acordo Ortográfico de 1990, vigente no Brasil e outros países lusófonos desde 1º de janeiro de 2009. Com hífen, a palavra passou a ser usada apenas como um substantivo masculino (ex: ele tem um ótimo à-vontade).
Como esse tratado foi assinado e ratificado por todos os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) — incluindo Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Brasil —, a unificação ortográfica vigora para todos.
Portanto, eu gostaria de reforçar que o uso do hífen - atualmente - é reservado exclusivamente para quando a palavra atua como um substantivo (sinônimo de desinibição ou naturalidade), tal como ocorre na frase: "Ele tem muito à-vontade para falar em público".
Bons estudos!
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