Onde encontro a análise filológica da expressão "como se"?
Em dezembro de de 2015 eu estava pesquisando sobre as responsabilidades do tradutor na tradução de textos e achei um link com páginas digitalizadas (cerca de 7 páginas) de um livro traduzido do linguísta Karl Vossler.
O título do capítulo era "Análise da expressão 'como se'". A análise feita pelo autor é fantástica, a partir de excertos de Kant e Leibniz, e mostrando uma série de aspectos implícitos na expressão. Enfim, na hora não me atentei a genialidade daquilo e fechei a janela (que era anônima).
Alguém sabe informar que livro é esse? Ou se há algum outro livro de outro autor que trate dessa expressão?
Acredito ser um texto obrigatório para todo estudante ou curioso do estudo de línguas (Karl Vossler era especialista em línguas latinas, apesar de ser alemão).
Obrigado!
O título do capítulo era "Análise da expressão 'como se'". A análise feita pelo autor é fantástica, a partir de excertos de Kant e Leibniz, e mostrando uma série de aspectos implícitos na expressão. Enfim, na hora não me atentei a genialidade daquilo e fechei a janela (que era anônima).
Alguém sabe informar que livro é esse? Ou se há algum outro livro de outro autor que trate dessa expressão?
Acredito ser um texto obrigatório para todo estudante ou curioso do estudo de línguas (Karl Vossler era especialista em línguas latinas, apesar de ser alemão).
Obrigado!
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Olá,
Para complementar o post anterior, lembro que a análise filológica da expressão "como se" pode ser encontrada em obras de referência de gramática histórica, filologia e sintaxe, que explicam a origem, a evolução e o comportamento sintático dessa locução.
Aqui estão os melhores lugares para encontrar essa análise detalhada:
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1. Gramáticas históricas:
A) "Gramática Histórica da Língua Portuguesa" de Paul Teyssier: um clássico disponível em editoras universitárias. Ela destrincha o latim que deu origem ao português, explicando como conjunções comparativas e hipotéticas evoluíram.
B) "Para a História do Português" (diversos autores): estudos focados na diacronia (evolução histórica) da língua mostram como "como" passou a se ligar ao "se".
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2. Tratados de Sintaxe e gramáticas normativas:
A) "Moderna gramática portuguesa" de Evanildo Bechara: obras de acadêmicos da língua detalham "como se" como uma locução conjuntiva subordinativa comparativa. Elas explicam que, do ponto de vista sintático, a expressão introduz uma oração subordinada adverbial comparativa que exige o uso do verbo no modo subjuntivo.
B) "Nova gramática da Língua Portuguesa" de Rocha Lima: um excelente material para entender a correlação dos tempos verbais ao usar a expressão (ex.: o uso do pretérito imperfeito do subjuntivo na oração introduzida por "como se").
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3. Dicionários etimológicos.
A) "Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa" de Antônio Geraldo da Cunha: um material ideal para entender a raiz latina de quomodo (como) e si (se) e como as palavras se fundiram no latim vulgar para formar expressões hipotéticas.
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Nota: Não vamos nos esquecer dos acervos acadêmicos. Suponho que você ou outro interessado possa acessar artigos científicos de universidades que tratam da evolução de locuções e da sintaxe histórica no portal da SciELO ou nos repositórios institucionais da USP e da UNESP.
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Do mais, essas eram as observações a serem feitas até o momento.
Agradecemos a atenção e a paciência desde já.
Para complementar o post anterior, lembro que a análise filológica da expressão "como se" pode ser encontrada em obras de referência de gramática histórica, filologia e sintaxe, que explicam a origem, a evolução e o comportamento sintático dessa locução.
Aqui estão os melhores lugares para encontrar essa análise detalhada:
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1. Gramáticas históricas:
A) "Gramática Histórica da Língua Portuguesa" de Paul Teyssier: um clássico disponível em editoras universitárias. Ela destrincha o latim que deu origem ao português, explicando como conjunções comparativas e hipotéticas evoluíram.
B) "Para a História do Português" (diversos autores): estudos focados na diacronia (evolução histórica) da língua mostram como "como" passou a se ligar ao "se".
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2. Tratados de Sintaxe e gramáticas normativas:
A) "Moderna gramática portuguesa" de Evanildo Bechara: obras de acadêmicos da língua detalham "como se" como uma locução conjuntiva subordinativa comparativa. Elas explicam que, do ponto de vista sintático, a expressão introduz uma oração subordinada adverbial comparativa que exige o uso do verbo no modo subjuntivo.
B) "Nova gramática da Língua Portuguesa" de Rocha Lima: um excelente material para entender a correlação dos tempos verbais ao usar a expressão (ex.: o uso do pretérito imperfeito do subjuntivo na oração introduzida por "como se").
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3. Dicionários etimológicos.
A) "Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa" de Antônio Geraldo da Cunha: um material ideal para entender a raiz latina de quomodo (como) e si (se) e como as palavras se fundiram no latim vulgar para formar expressões hipotéticas.
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Nota: Não vamos nos esquecer dos acervos acadêmicos. Suponho que você ou outro interessado possa acessar artigos científicos de universidades que tratam da evolução de locuções e da sintaxe histórica no portal da SciELO ou nos repositórios institucionais da USP e da UNESP.
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Do mais, essas eram as observações a serem feitas até o momento.
Agradecemos a atenção e a paciência desde já.
Olá,
O texto que você leu muito provavelmente faz parte da obra fundamental "Filosofia das Formas Simbólicas" (Philosophie der symbolischen Formen), escrita pelo filósofo e linguista neokantiano Ernst Cassirer.
Embora Karl Vossler seja uma grande referência na linguística, a famosíssima análise teórica e filológica abordando a expressão "como se" (als ob), com base em excertos de Immanuel Kant (especialmente na Crítica do Juízo) e Gottfried Wilhelm Leibniz, pertence a Cassirer.
Na divisão e nos estudos da linguagem do autor, essa partícula é examinada em profundidade por carregar um valor puramente hipotético e metafórico, revelando como a nossa mente cria ficções e construções simbólicas para tentar compreender a realidade.
Outro autor de leitura obrigatória sobre o tema é o filósofo alemão Hans Vaihinger, criador da célebre obra "A Filosofia do Como Se" (Die Philosophie des Als Ob, publicada em 1911). Ele analisa como o pensamento humano opera através de ficções úteis ou hipóteses heurísticas — assumindo algo como verdadeiro ou real, mesmo sabendo que não o é — o que se reflete diretamente na nossa estrutura e no estudo das línguas.
Para revisitar a obra de Cassirer, lembre-se que a divisão em capítulos na qual se encontra a análise está detalhada no primeiro volume da obra, que tem o subtítulo A Linguagem. Acredito que você possa encontrar trechos ou edições físicas pela busca em acervos e plataformas como a Estante Virtual.
Sobre o livro de Hans Vaihinger, presumo que a edição clássica da obra pode ser explorada de forma acadêmica pelo diretório aberto OAPEN Library.
Esperamos ter ajudado.
Até a próxima!
O texto que você leu muito provavelmente faz parte da obra fundamental "Filosofia das Formas Simbólicas" (Philosophie der symbolischen Formen), escrita pelo filósofo e linguista neokantiano Ernst Cassirer.
Embora Karl Vossler seja uma grande referência na linguística, a famosíssima análise teórica e filológica abordando a expressão "como se" (als ob), com base em excertos de Immanuel Kant (especialmente na Crítica do Juízo) e Gottfried Wilhelm Leibniz, pertence a Cassirer.
Na divisão e nos estudos da linguagem do autor, essa partícula é examinada em profundidade por carregar um valor puramente hipotético e metafórico, revelando como a nossa mente cria ficções e construções simbólicas para tentar compreender a realidade.
Outro autor de leitura obrigatória sobre o tema é o filósofo alemão Hans Vaihinger, criador da célebre obra "A Filosofia do Como Se" (Die Philosophie des Als Ob, publicada em 1911). Ele analisa como o pensamento humano opera através de ficções úteis ou hipóteses heurísticas — assumindo algo como verdadeiro ou real, mesmo sabendo que não o é — o que se reflete diretamente na nossa estrutura e no estudo das línguas.
Para revisitar a obra de Cassirer, lembre-se que a divisão em capítulos na qual se encontra a análise está detalhada no primeiro volume da obra, que tem o subtítulo A Linguagem. Acredito que você possa encontrar trechos ou edições físicas pela busca em acervos e plataformas como a Estante Virtual.
Sobre o livro de Hans Vaihinger, presumo que a edição clássica da obra pode ser explorada de forma acadêmica pelo diretório aberto OAPEN Library.
Esperamos ter ajudado.
Até a próxima!